Inspirar e…como é o resto, mesmo ?
Repito me incessantemente.
Desenfreadamente até.
Mas tem de ser senão esqueço me.
Assim nao corro esse risco.
Se me lembrar, constantemente, não há problema, tantas vezes digo que acabo por me lembrar e acreditar até, eventualmente…
Se alguém nos disser algo, repetitivamente, a toda a hora, mesmo que não seja verdade, chegamos a um ponto que começamos a acreditar no que ouvimos, no que escutamos até por vezes.
Melhor assim até.
Tudo mais mecanizado,frio, calculista, impessoal e imparcial.
Facilita muito mais as coisas, para mim pelo menos.
Só posso falar por mim.
Não tenho esse poder sobre mais ninguém , apenas sobre mim.
Mas também é uma tamanha responsabilidade, não o desejaria poder ter por mais alguém.
É pesado o fardo.
Por isso inspira se, expira se e basicamente é isto.
Estamos vivos…
Silêncio
Ele é sobrestimado realmente.
Não significa necessariamente solidão, mas antes sossego, calma, quietude.
Uma altura em que se tem a oportunidade de estar…
Apenas estar.
No meio do silêncio podemos encontrar tudo aquilo que perdemos.
E por vezes, imersos nas rotinas do dia a dia, nos barulhos e caos de todos os nossos afazeres, perdemo nos e perdemos o que de mais importante temos e sentimos.
Temos a capacidade de O encontrar e ter quando quisermos, nem sempre estamos é receptivos para Ele.
Mas não há porque Temê lo ou Receá lo.
É parte integrante de cada um de nós e tem a capacidade de fazer coisas extraordinárias.
É só Deixá lo…
Silêncios
Existem vários tipos de silêncios, mas deparo me constantemente com a curiosidade particular por dois tipos de silêncio.
O silêncio da cumplicidade, onde as palavras não são necessárias, tal é a união entre duas pessoas, a tantos diferentes níveis e a sua complementaridade.
E o silêncio da ausência da cumplicidade, onde as palavras são imprescindíveis, mas raramente ou nunca ditas.
O primeiro tipo é indubitavelmente raro, desejado por muitos e inatingível no percurso de uma vida de tantos outros.
O segundo , mais comum a todos nós, mais próximo e ordinário, não no sentido perjurativo, mas sim no sentido de ser algo frequente, de todos os dias, é o silêncio que reina maioritariamente nas nossas vidas.
Seja a nivel profissional, pessoal ou até mesmo intímo.
Pois uma pessoa pode se encontrar no meio de uma multidão e estar completamente rodeada de silêncios e estar ela mesma em silêncio.
O que não impede que esteja feliz, realizada, preenchida, ou por outro lado vazia, desprovida de sensações ou desejos, infeliz.
Dependerá sempre da sua percepção do silêncio.
Assim como toda a história de uma vida irá depender do poder que temos ou não de sentir empatia pelo próximo e da percepção que temos de nós, dos outros e de tudo o mais que nos rodeia.