Porto de Abrigo
O meu Messias.
O meu Porto de Abrigo, de todas as tempestades da vida.
O meu refúgio de todas as intempéries.
Para quando for necessário me escapulir até lá.
Pelo soleno dos dias e pelo silêncio das noites.
Nunca exige, sem expectativas, sem juízos de valor.
Apenas anseia que chegue para cuidar de mim.
O único sítio onde posso estar.
Livre.
Livre de tudo.
Ser apenas EU.
E estar onde mais quero.
Segura de todos e tudo.
Ali, onde fico na carícia dos beijos, perdida no emaranhado dos abraços.
Acariciada pelo toque genuíno do querer e do desejo.
O Tempo…
O tempo…
O tempo não é sentido, não é palpável, não se pode agarrar com as nossas próprias mãos. Não podemos retroceder nele e nem podemos espreitar o futuro. Ele, o tempo, obriga nos a passá lo, ao tempo, no tempo dele mesmo! A ironia é demasiado requintada para não nos apercebermos dela e no entanto, Ele, o tempo é tudo menos irónico.
O tempo não é sentido, não é palpável, não se pode agarrar com as nossas próprias mãos. Não podemos retroceder nele e nem podemos espreitar o futuro. Ele, o tempo, obriga nos a passá lo, ao tempo, no tempo dele mesmo! A ironia é demasiado requintada para não nos apercebermos dela e no entanto, Ele, o tempo é tudo menos irónico.
“Os dias são aquilo que quisermos fazer deles”.
Já ouvi algumas vezes esta expressão.Assim como também já ouvi a expressão “Largos dias têm 100 anos”.E existe também”Um dia não são todos os dias”.
No entanto, na mais pura concepção da palavra, um dia é literalmente igual a outro dia. Não tem a mais nem tão pouco menos um segundo que seja.
Tem 24 horas, dividido entre noite e dia.
O tempo é uma das poucas senão a absoluta verdade que temos.
O tempo é calculista, frio, mas pode também ser um bom amigo, tocar nos, quase literalmente…
O tempo é “feito” ou “medido”, pois o Homem nunca poderia ter algo que não pudesse controlar, por isso encontrou maneira de também controlar algo que no seu âmago é livre, eterno e intemporal.
O Tempo do Homem…